O que acontece quando a correia trabalha acima da temperatura adequada?

Temperatura elevada não afeta apenas a superfície da correia.

Quando uma correia transportadora trabalha continuamente acima da faixa adequada para o composto utilizado, podem surgir endurecimento da cobertura, trincas, perda de flexibilidade e redução da vida útil.

Essa condição aparece principalmente em aplicações com clínquer, coque, escória, areia de fundição e outros materiais que chegam à linha ainda quentes.

Por isso, em aplicações desse tipo, a temperatura do material precisa entrar na especificação da correia desde o início.

O calor altera o comportamento da cobertura

A cobertura de borracha é uma das regiões mais expostas ao efeito da temperatura.

Quando o composto não foi desenvolvido para trabalhar naquela faixa térmica, o envelhecimento pode acontecer mais rapidamente. Com o tempo, podem aparecer ressecamento, endurecimento, microtrincas e perda de elasticidade.

Essas alterações também deixam a cobertura mais vulnerável ao impacto e à abrasão.

Por isso, largura, número de lonas e espessura não são os únicos dados que precisam ser avaliados. O composto da cobertura deve ser compatível com a temperatura real da aplicação.

Temperatura contínua e picos de temperatura são condições diferentes

Uma linha pode trabalhar continuamente com material em determinada temperatura e, em alguns momentos, receber cargas consideravelmente mais quentes.

Essas duas situações precisam ser conhecidas antes da definição da correia.

Correias resistentes ao calor são desenvolvidas em diferentes classes justamente porque a temperatura contínua de trabalho e os picos térmicos podem exigir comportamentos diferentes do composto.

Por isso, ao especificar uma correia transportadora para alta temperatura, é importante informar tanto a temperatura média do material quanto a máxima registrada durante o processo.

O material transportado também interfere

Temperatura é apenas uma parte da aplicação.

Granulometria, abrasividade, tamanho dos blocos, peso, impacto e tempo de contato do material com a correia também interferem no comportamento da linha.

Um material fino e quente transfere calor de uma forma. Já blocos grandes, abrasivos e com alta temperatura submetem a cobertura a uma combinação de calor, impacto e desgaste mecânico.

Por isso, duas aplicações trabalhando na mesma temperatura podem exigir correias diferentes.

A emenda também precisa suportar essa condição

Quando a correia trabalha exposta a altas temperaturas, a emenda não pode ser tratada separadamente.

Materiais utilizados na vulcanização, borrachas e sistemas de adesão também precisam ser adequados à condição térmica da aplicação.

Caso contrário, a correia pode apresentar uma cobertura compatível com o processo, mas começar a desenvolver problemas na região da emenda.

Atenção ainda maior deve ser dada às linhas que passam por ciclos frequentes de aquecimento e resfriamento.

[link interno — vulcanização de correia transportadora]

Como saber se o calor está prejudicando a correia?

Alguns sinais podem indicar que a aplicação está exigindo mais do composto do que ele consegue suportar.

Entre os mais comuns estão endurecimento da cobertura, trincas superficiais, perda de flexibilidade, desgaste acelerado e falhas recorrentes próximas às emendas.

Também vale observar quando esses problemas aparecem. Se o desgaste se intensifica depois de períodos específicos de produção ou em regiões onde o material chega mais quente, a temperatura precisa entrar na investigação.

O histórico da linha ajuda a separar um desgaste esperado de uma condição térmica inadequada.

Correia resistente ao calor não é a mesma coisa que correia resistente à chama

Esses dois termos atendem necessidades diferentes.

A correia resistente ao calor é desenvolvida para transportar materiais em temperaturas elevadas sem apresentar a mesma velocidade de degradação de uma cobertura convencional.

Já a correia resistente à chama atende requisitos relacionados à propagação de fogo e à segurança da aplicação.

Uma característica não substitui automaticamente a outra.

Por isso, antes da especificação, é necessário entender exatamente a qual condição a correia será exposta.

Onde as correias para alta temperatura são utilizadas?

Esse tipo de correia aparece principalmente em aplicações como:

  • transporte de clínquer;
  • coque;
  • escória;
  • areia de fundição;
  • siderurgia;
  • cimenteiras;
  • processos industriais com materiais aquecidos.

Em cada aplicação, temperatura, abrasividade, granulometria e condições do transportador precisam ser avaliadas em conjunto.

O que informar antes de solicitar uma correia para alta temperatura?

Algumas informações ajudam bastante na especific

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